no dia 7 de abril falava com ela ao telefone: "perdi a minha montanha." já se passaram 16 anos desde que a montanha partiu e todos os anos, nesse dia, sei que ela pensa: "perdi a minha montanha."
e a sua mãe tornara-se uma montanha quando ela nasceu. uma montanha pariu um rato. tão pequena em tamanho e tão pequena em espírito, tão cheia de medos e tão perdida, tão inacabada. tudo nela é tão pouco.
um dia perderei o meu rato. e todos os anos, no dia em que o rato nasceu, penso no quanto eu desejo que se aperceba que também ela pode ser uma montanha. desejo que torne o pouco em tudo. mas nesta diferença de tamanhos une-nos este esperar constante por mudanças que não chegam.
o meu tamanho? não o sei.
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