quarta-feira, novembro 30
vi-te. sentada naquela pedra pendente sobre o rio. também tu pendias, cabelos ao vento. terás cortado o cabelo? está tão liso, cabelos ao vento. quase jurei ter-lhes sentido o cheiro. descobri hoje ser primavera e descobri-lhe ser o teu cheiro. cabelos ao vento, tu não te maravilhas pela natureza. tu envolves-te do mundo e fazes dele parte. fechei os olhos e quase jurei ter-lhes sentido, cabelos ao vento. a tua pele reluzia, após meses de lugares recônditos. estava mais suave, quase jurei tê-la sentido -- cabelos ao vento. arrepiei-me.
- está corrente de ar, podes fechar a janela?
- está corrente de ar, podes fechar a janela?
um dia, alguém disse que o teu sorriso era bonito. eu olhei para a tua boca e nada mais vi que não dentes. hoje olhei-os e dancei com eles. longos, de alvura invejável, com duas covas prolongadas que atravessam a todo o comprimento. escondi-me neles e inspirei fundo o seu aroma a menta. depois abriste a boca, vi outra a aproximar-se e fui engolida. aprendi agora que esses dentes serão a origem e o fim das nossas inquietações.
consumar o amor em gestos 12:13
quando tu estás aborrecida os teus lábios ficam mais proeminentes e o teu nariz mais pontiagudo! é ele que me impede de tos beijar.
quanto tu estás aborrecido inclinas a cabeça e a testa prolonga-se tanto que ofusca a minha vontade de te beijar.
quanto tu estás aborrecido inclinas a cabeça e a testa prolonga-se tanto que ofusca a minha vontade de te beijar.
lullaby #12 12:08
como foste tu guardar-te durante três décadas?
life is short but love is old
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sibylle baier
terça-feira, novembro 29
sábado, novembro 12
a minha pessoa diz: 16:17
Um terreno onde todos nos saibamos mover, por mais movediço que seja. A felicidade, senhores.
e solipsista ou não, é caminho a nossos pés.
quinta-feira, novembro 10
segunda-feira, novembro 7
lullaby #11 09:18
é que com tanta lã, eu nem sei.
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