"sentir como perda irreparável o acabar de cada dia. provavelmente é isto a velhice."
e um amor desencontrado. que a cada dia que passa – longe – mais ininteligível aos teus olhos. a espera por ti nunca será. já a tomei como a minha sina.
segunda-feira, novembro 21
domingo, novembro 20
? 22:27
olho as folhas que restam nas árvores lá fora. são escassas. serão uma metáfora do tempo que tenho? serão uma metáfora bem visível do tempo que me resta? elas, as folhas, caem e eu também. faltam poucas nas árvores, a agarrar-se com toda a força. resta-me agora saber se sou uma árvore que morreu ou uma árvore que tem a oportunidade de continuar a crescer, florir, dar fruto num ciclo perpétuo. afinal há sequóias que vivem por milénios. sabe deus o quanto desejo essa vida toda que existe em mim. esse amor todo que existe em mim, sem fim, maior do que a vida que me é concedida neste mundo. uma. uma só vida. e eu a gastá-la aqui, sentada na cozinha a olhar as árvores e sentir por elas pena, quando sei que elas terão outra primavera. e eu não sei se terei essa primavera ou se apenas me resta o pior dos invernos mais frios, tempestosos e impiedosos sem fim.
sábado, novembro 19
that's that 14:04
pois eu ansiava por uma eternidade ao teu lado, mas ter-me-ia contentado com uma vida só.